História da Comunidade de Nova Esperança

Comunidade de Nova Esperança

Imagem aérea do povoado de Nova Esperança fotografado em março de 2025.

Origem da comunidade e Associação

A região era anteriormente conhecida como Barreiro dos Porcos, embora a origem desse nome seja desconhecida. Além disso, havia subdivisões nomeadas popularmente como Onofre, Mocó e Riacho de Cristais. Mais tarde a região passou a chamar-se Nova Esperança, em referência ao nome da Associação.

No ano de 1988, foi fundada a Associação de Pequenos Agricultores Boa Esperança, com o objetivo de promover projetos comunitários para a região. 

 

Formação Religiosa

Nesse mesmo período, 1988, percebeu-se a necessidade de formar uma comunidade local para a realização de celebrações religiosas, visto que, até então, os moradores precisavam deslocar-se para  comunidades próximas com estrutura para celebrações. Dessa forma, foi constituída a Comunidade de Nova Esperança, e a primeira celebração ocorreu no galpão da associação, em 8 de janeiro de 1989. A receptividade da comunidade foi positiva, o que levou ao aumento da frequência das celebrações, passando a ocorrer todos os domingos, nas casas dos participantes. A primeira diretoria da comunidade foi composta pelos seguintes membros: José Antônio Mata Pereira, José de Jesus Meira, Valmir da Mata Pereira, Baldoíno Manoel Pereira, José da Silva Chaves, Elisabete Chaves Souza, Jandira Lima Pereira, Anatalia Maria Silva Anjos, Maria Aparecida Lopes Filha, Agemiro Chaves da Silva, Maria Francisca Oliveira Pereira, Antônio José Pereira, João da Silva Chaves e Pedro Antônio dos Anjos. Na mesma ocasião em que se decidiu a diretoria, também foi escolhido um novo nome para a região, passando a chamar-se Nova Esperança, em referência ao nome da associação.

No mês de junho de 1989, a comunidade celebrou a primeira missa, presidida pelo Padre Osvaldo Ribeiro, no galpão da associação. No mesmo ano, deliberou-se sobre a construção de uma capela, e dois senhores ofereceram a doação de um terreno para essa finalidade. O local escolhido foi o terreno de Antônio José Pereira, por ser o de melhor acesso. Dando início à obra, foi também decidido que a capela teria como padroeiros São José e Nossa Senhora do Livramento. Posteriormente, por recomendação do padre, optou-se por um único padroeiro, ficando São José como o padroeiro oficial da comunidade. A construção da capela foi viabilizada com mão de obra voluntária, e os materiais foram adquiridos por meio de doações e leilões comunitários, que eram realizados semanalmente. Antes mesmo da conclusão total da obra, as celebrações já ocorriam no espaço, sendo que a primeira missa na capela foi realizada em abril de 1991. Em 1994, a comunidade adquiriu a imagem de São José, e a partir desse ano passou a celebrar sua festa no dia 19 de março.

 

Desenvolvimento da Educação

Ainda na década de 1980, foi construído o primeiro prédio escolar da região, em um terreno doado pelo senhor Antônio José Pereira, durante o mandato de João Sales. Posteriormente, em 2002, a escola passou por um processo de ampliação, iniciado durante a gestão de Sebastião Nunes e concluído no mandato de Amélio Costa. A instituição recebeu o nome de Escola Municipal Antônio José Pereira.

 

Comércio

Os primeiros estabelecimentos comerciais da região surgiram ainda na década de 1980, sendo eles os bares do senhor Elias e de um comerciante conhecido como Roxinho.

 

Infraestrutura

A chegada da energia elétrica ocorreu por volta do ano 2010, abrangendo toda a população. Já o abastecimento de água encanada chegou à região após os anos 2000, inicialmente por meio de um poço artesiano, que acabou secando com o tempo. Atualmente, a comunidade é abastecida com água proveniente do poço de Tonhão, além de contar com cisternas do programa do Governo do Estado.

 

Cultura e Tradição

A região também possui um campo de futebol, fundado em 1992, mantido pelos senhores José Antônio Pereira e Antônio Oliveira Chaves, contando com dois times locais. Há também a tradicional cavalgada da independência, que teve início no ano de 2013, e ocorre todos os anos no mês de setembro.



Bibliografia

As informações aqui presentes foram tiradas de:

Ata da Comunidade, 1988,

Livro Comunitário, 2007,

Entrevista pessoal realizada em 21 de fevereiro de 2025 com:

Elias Firmino dos Anjos.